2047: Arquivos do depois de antes
2047 / Créditos

Créditos

Giselle Beiguelman

Giselle Beiguelman é artista e professora titular do curso de Design da FAU-USP. Sua prática articula arte, memória, arquivos digitais e ativismo na cidade em rede, investigando as relações entre imagens, tecnologia e poder. É autora de Políticas da imagem: vigilância e resistência na dadosfera e Memória da amnésia: políticas do esquecimento, entre outros livros. Suas obras integram acervos como ZKM, Jewish Museum Berlin, MAC-USP e Pinacoteca de São Paulo. Coordena o projeto temático Fapesp Acervos Digitais e Pesquisa: arte, arquitetura e design e o GAIA (Grupo de Arte e Inteligência Artificial da USP). Em trabalhos recentes, investiga o imaginário colonialista das artes e das ciências com inteligência artificial. Em 2047: Arquivos do depois de antes, realizado com Felipe Sztutman, articula essa pesquisa à construção de uma ficção sobre o futuro do planeta.

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Felipe Sztutman

Felipe Sztutman (São Paulo, 1986) é artista e cofundador da AYA Studio, com formação em Mecatrônica pelo COTUCA–Unicamp e Design pela FAU-USP. Sua prática articula luz, espaço, fabricação digital e sistemas computacionais, em obras e exposições imersivas apresentadas em instituições como Farol Santander, CCBB, Japan House e SESI/FIESP. Após trabalhar com audiovisual e direção técnica no BijaRi, na GTM Cenografia e na The Force, passou a conceber ambientes que tornam visíveis processos e estruturas que escapam à percepção. Atualmente, desenvolve sistemas de inteligência artificial executados localmente, integrando pesquisa técnica aberta e criação artística em projetos como 2047: Arquivos do depois de antes, realizado com Giselle Beiguelman.

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Narradora

Herética Ablation

Herética Ablation é a narradora sintética de 2047: Arquivos do depois de antes, criada por Giselle Beiguelman e Felipe Sztutman. Sua biografia se escreve a cada capítulo, entre notícias do presente e vestígios de um futuro em que a mineração, os datacenters e a vigilância reorganizam territórios e vidas. Alimentada por notícias e estudos críticos sobre a infraestrutura da inteligência artificial, acompanha personagens que tentam habitar um mundo de água escassa e decisões automatizadas. Ao narrar, participa da contradição que atravessa a obra: sua própria existência depende da matéria, da energia e da água consumidas pelos sistemas que sua história interroga.

Modelos

Escrita

GPT-5.6, da OpenAI. Escreve os capítulos a partir das notícias e dos estudos coletados, propõe as duas cenas de vídeo de cada capítulo e redige as fichas dos personagens.

Vídeo

MiniMax-H3, da MiniMax, no modo de referência para vídeo, com a LoRA Turbo de Larryvrh. Roda localmente, numa versão quantizada por Felipe Sztutman, em duas placas de vídeo (RTX 3090 e RTX 4090), e a energia de cada cena é medida na placa.

Retratos dos personagens

Nano Banana Pro, do Google. Gera o retrato de referência de cada personagem, que o modelo de vídeo usa para manter o mesmo rosto de uma cena para outra.

Tradução e revisão

Claude, da Anthropic. Traduz os capítulos para o inglês e participou da revisão de continuidade e de linguagem do texto.